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Letícia Wierzchowski

(Porto Alegre, 1972).

É uma escritora brasileira. Sua obra mais conhecida é A casa das sete mulheres.

Abandonou o curso de arquitetura, para se dedicar às letras, mas desempenhou outras atividades antes de publicar seu primeiro romance. Foi proprietária de uma confecção de roupas e trabalhou no escritório de construção civil de seu pai. Neste último emprego, começou a escrever ficção e tomou gosto.

Seu romance de estréia, publicado em 1998 e relançado em 2001, O anjo e o resto de nós, conta a saga da família Flores, ambientada no início do século XX no interior do Rio Grande do Sul.

A escritora gaúcha Martha Medeiros sugeriu a leitura do primeiro romance de Letícia a um amigo paulistano de naturalidade gaúcha e descendente, como Letícia, de poloneses. O publicitário Marcelo Pires gostou tanto do livro que enviou, em dezembro de 1998, um e-mail à autora e ambos passaram a se corresponder regularmente pela rede. Menos de um ano após a primeira mensagem, em 17 de setembro de 1999, Letícia e Marcelo casaram-se.

Para distribuir aos convidados da cerimônia, publicaram um pequeno livro contendo uma seleção das mensagens trocadas entre eles. Mas um dos participantes da festa, o editor Ivan Pinheiro Machado, da LP&M, acreditou que o livro poderia fazer sucesso e lançou uma edição comercial. Nascia assim, em 1999, o livro Eu@teamo.com.br, que teve suas duas edições rapidamente esgotadas.

O grande sucesso literário de Letícia viria com o romance A casa das sete mulheres, adaptado pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003 e reexibida em 2006.

Instada por seus editores a escrever uma continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, recusou-se de início, pois tinha outros projetos literários. No entanto, acabou cedendo às pressões e lançou Um farol no pampa, em que retoma a vida dos personagens d’A casa.

Lançou em 2006 sua décima primeira obra, Uma ponte para Terebin,em que narra a história de seu avô polonês. Ao mesmo tempo, trabalha, em parceria com Tabajara Ruas, no roteiro cinematográfico de O Continente, baseado na obra de Érico Veríssimo.

A arte de escrever

O que pensa Letícia sobre a arte de escrever:
Escrever é muito natural para mim, eu diria que é quase essencial. Eu não vivo sem essas vidas paralelas. Mas o trabalho existe e não é pouco. Essa ânsia de contar me empurra para longas pesquisas.

Eu tenho vários autores que me falam à alma. Gabriel García Márquez e Virginia Woolf são dois autores diversos, mas que me marcaram muito.

Eu procuro bons enredos, bons personagens. Não necessariamente eles precisam estar aqui, nos dias atuais. Gosto de tecer a trama e para isso não me incomodo de buscar os fios na meada do tempo.

Os preferidos

Os cinco romances de escritoras brasileiras preferidos por Leticia são:

• Memorial de Maria Moura, de Rachel de Queiroz
• A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector)
• A hora da estrela, de Clarice Lispector
• As parceiras, de Lya Luft
• Luísa, quase uma história de amor, de Maria Adelaide Amaral

OBRAS:

• O anjo e o resto de nós
• Euteamo.com.br: o amor nos tempos de internet (com Marcelo Pires)
• Prata do tempo
• A casa das sete mulheres
• O pintor que escrevia
• Cristal polonês
• Um farol no pampa (A casa das sete mulheres, Livro 2)
• O dragão de Wawel e outras lendas polonesas
• Uma ponte para Terebin
• Todas as coisas querem ser outras coisas

FONTE: pt.wikipedia.org/wiki/Let%C3%ADcia_Wierzchowski