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João Leonir Dall´alba

Nasceu no dia 02 de fevereiro de 1938, nas margens do Rio São Marcos, em Caxias do Sul. Era filho de Carino Dall'Alba e de Lúcia Ballardin Dall'Alba, ambos falecidos.

Conheceu os Josefinos através do mano Pe. Honorino, também falecido, e entrou no seminário em 1949, em Fazenda Souza. Fez o noviciado em 1955, em Conceição da Linha Feijó, Caxias do Sul, e Profissão Perpétua em 1961. Realizou estágio em Orleans, onde foi um dos pioneiros na construção do Seminário São José. Fez os estudos filosóficos e teológicos na Itália, onde foi ordenado sacerdote em 1966. De regresso ao Brasil, foi enviado novamente a Orleans, em 1967, onde ficou até 1980. Neste período em Orleans, além de dedicar-se à formação dos seminaristas, demonstrou grande habilidade na área do ensino, não apenas dentro do Seminário, mas dedicou suas capacidades para levar o Ensino Médio para Orleans no Colégio Tonezza Cascais, no qual foi diretor por diversos anos. Em todas as suas iniciativas, soube trabalhar sem descanso. Doou-se totalmente, embora no começo poucos acreditassem em seus sonhos e em suas tarefas. Após tantos anos dedicados à formação dos seminaristas e à cultura de Orleans, esteve por alguns anos em Araranguá onde, como professor, iniciou as famosas semanas culturais.

Uma novidade na vida dele aconteceu em 1987, quando se dispôs a participar num projeto missionário no Equador. Partiu para novas terras, nova língua, novos costumes na missão do Napo. Foi ali que apareceram novas qualidades no Pe. João. Não apenas escritor, não apenas artista, escultor, não apenas exímio poeta mas agora também missionário junto a tribos de índios recém-chegados às nações da civilização ocidental. Ali, organizou comunidades, igrejas, usando métodos de envolvimento das pessoas, formando lideranças. Ficou no Equador até 1999. De volta ao Brasil, colaborou em Belém do Pará e, depois, em Ana Rech, onde veio a falecer.

Sua formação acadêmica aconteceu no Brasil com as faculdades de Filosofia e de Letras. fez um estágio em Antropologia na Universidade Gregoriana de Roma. Com esta bagagem espiritual e científica, Pe. João tornou-se escritor. Por um livro escrito em Vêneto, recebeu um prêmio na Itália. Foram publicados 18 livros e cinco opúsculos.

Pe. João também foi escultor deixando obras deles na Itália, no Brasil e, sobretudo, no Equador, em seus anos de missionário por lá. A maior escultura é a estátua de Santa Edwiges, com dez metros de altura, em cimento, que está em Belém do Pará, na Paróquia dedicada à Santa e administrada pelos Josefinos de Murialdo.

Como Josefino de Murialdo, é sempre lembrado como um confrade de boa companhia. Sabia brincar, ser alegre e, sobretudo, ser muito humilde. Apesar dos sucesso em seus empreendimentos literários e suas descobertas históricas, bem como suas realizações em monumentos, nunca se deu ares de importância e de superioridade. Aceitava as brincadeiras dos outros. Muito persistente em seus projetos, defendendo-os com ardor e tenacidade, sem desanimar, até encontrar uma solução. Sempre trabalhou com recursos escassos, mas não deixou de desenvolver suas ideias ainda que demorasse mais tempo. Mostrou um bom espírito de adaptação por onde passou. Como educador, mostrou seus talentos e seu apego ao carisma de Murialdo.

Sua espiritualidade era simples, mas profunda. Em Deus, encontrava seu apoio e confiança, especialmente no final de sua vida, quando esteve constantemente perseguido por diversas indisposições na saúde. Era grande sua vontade de continuar a trabalhar. Como apóstolo na evangelização, demonstrou apego à vontade, bondade da escuta, acolhida no perdão, mansidão na misericórdia. Pe. João atraía crianças, adolescentes e jovens pela simplicidade.

Pe. João Leonir Dall'Alba faleceu em Ana Rech, Caxias do Sul, em 12 de junho de 2006.

FONTE:
www.camaracaxias.rs.gov.br:81/controldoc.nsf/91456494701e2b1383256f9c00690533/747d19e5455728468325760200492f6d!OpenDocument