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Claudia Tajes

Claudia Tajes nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1963, e conta que renasceu no ano de 2000, quando estreou na literatura. Antes de tornar-se escritora, era uma redatora publicitária das mais requisitadas e criativas. Ela sempre escreveu profissionalmente, trabalhou em diversas agências importantes, criou textos de todo tipo, e costuma dizer que, nessa época, era quase feliz. É que Claudia seduzia as pessoas com as palavras e ficava contente de ver os seus textos fazerem sucesso, mas ela tinha uma falta que ardia por dentro, uma ausência linda e doída que acabou se transformando em histórias e personagens. 

A partir da sua estréia literária, Claudia Tajes começou a ficar mais inteira, mais plena, mais inquieta e ao mesmo tempo mais serena. “Daí em diante, dispensei o psiquiatra que há muitos anos não decifrava as minhas infelicidades”, revela a escritora. Longe do divã, ela passou a ver graça nos amores errados e nos desencontros do cotidiano, tema que percorre os seus livros:
Dez Quase Amores (2000), As Pernas de Úrsula (2001), Dores, Amores & Assemelhados (2002) e Vida Dura (2003), e A Vida Sexual da Mulher Feia (2005).

Com um talento mais do que profissional, sem pudor e cheia de humor, Claudia escreve sobre pensamentos que nos perturbam e perturbações que nos fazem pensar. E percorre as vielas do absurdo, os atalhos da pele, as pegadas da infidelidade, as vontades que mais afastam e as que mais aproximam as pessoas.

Em seus livros de encurtar distâncias, Claudia Tajes fala sobre gente que busca a felicidade no amor, sobre gente que busca o amor na felicidade, sobre gente que não busca nada e acaba encontrando um monte de coisas bonitas, sobre gente que busca tudo o tempo todo e só acha um vazio cada vez mais largo. “A felicidade está sempre nos rondando, mas é difícil de se ver”, define a autora.

Quando escreve, Claudia diz que busca uma vida menos ordinária. E os seus personagens, de fato, são deliciosamente ordinários, apaixonantes, sensuais, engraçados, provocantes. “Um personagem me ganha quando tem conflitos e tormentos, mesmo que não sejam exatamente nobres”, ela afirma. Nesse sentido, Claudia Tajes também conta que muitos leitores ficam decepcionados, ou assustados, quando a conhecem pessoalmente. Uma constatação comum: “Mas você é assim, tão quietinha, e escreve essas barbaridades todas? Eu te imaginava diferente!.” E a escritora constata: “Quem já me conhecia, não se surpreende muito não. Eles já estão acostumados. E a quem pergunta se as coisas que eu escrevo aconteceram comigo, sempre respondo: se tivessem acontecido, eu teria me divertido muito mais nessa vida”, conclui.

“Desde a sua estréia literária,Claudia Tajes demonstra uma habilidade espantosa para desencavar a graça do seio da desgraça (...).”

OBRAS:

Romances
- As Pernas de Úrsula – 2001 (no prelo), Ediouro
- Dores, Amores & Assemelhados – 2002, L&PM
- Vida Dura – 2003, Editora Planeta
- A Vida Sexual da Mulher Feia – 2005, Ediouro

Contos & Crônicas
- Dez Quase Amores – 2000, L&PM

Edições Estrangeiras
- Portugal – Dores & Amores - 2005, Palavra

Fonte: www.bmsr.com.br/autores/detalhe_autor.asp