(Porto Alegre, 26 de setembro de 1844 — Rio de Janeiro, 1 de junho de 1919 ).
Foi um militar, historiador, escritor, jornalista e político brasileiro.
Filho de pai alemão, Wilhelm Bormann (vindo ao Brasil para participar do Corpo de Estrangeiros de D. Pedro I) e de mãe gaúcha, era o décimo filho do casal.
Aos quatorze anos de idade alistou-se no exército, valendo-se de uma certidão do irmão mais velho. Participou da Guerra contra Aguirre, no Uruguai. Partiu para a Guerra do Paraguai, em 1865, no 5º Batalhão de Voluntários da Pátria, tomando parte do sítio de Uruguaiana e em outras batalhas importantes. Comandou uma bateria de artilharia, do regimento de Mallet, composta de alemães brummer. Terminada a guerra, foi ajudante de ordens do Duque de Caxias, tendo o acompanhado em viagem à Europa.
Ao regressar da Europa, foi designado, em 1880, para fundar a Colônia Militar de Chapecó, também conhecida como Colônia de Xanxerê. Instala a colônia em 14 de março de 1882, chegando à área com um destacamento militar. Lá convidou os caboclos da região para que se instalassem no perímetro da colônia, conseguindo atrair quarenta famílias. Em 1884 já eram 58 casas, chegando a 74 um ano depois, com 196 habitantes, sem contar os soldados. Foi a única colônia de Santa Catarina formada com famílias caboclas da própria região, sem a participação de imigrantes europeus. Em 1893, a colônia possuía igreja, armazém, serraria a vapor, tipografia, telégrafo, onze edifícios públicos e 124 casas de colonos. Bormann permaneceu como diretor desta colônia por dezessete anos. Atuou como desbravador de terras e demarcador de fronteiras desta região. Também fundou o primeiro jornal da região, o Chapecó.
Pertencia ao Partido Republicano. Eleito vice-governador do Paraná, foi governador interino do Paraná, entre 3 de abril de 1899 e 10 de maio de 1899. Em 1901 foi eleito deputado estadual. Foi nomeado ministro da Guerra, no governo de Nilo Peçanha e alcançou a patente de marechal. Foi nomeado ministro do Superior Tribunal Militar em 1911.
Foi fundador do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Paraná e também um dos fundadores do pioneiro Aeroclube Brasileiro, em 1911, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Agraciado cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, Imperial Ordem de Cristo e da Imperial Ordem de Avis
Foi escritor, romancista e tradutor de diversas obras. Historiador escreveu a destacada História da Guerra do Paraguai.
Era casado com Maria Benedita Bormann (1853-1895), sua sobrinha, também escritora que escreveu sob o pseudônimo Délia em vários jornais do Rio de Janeiro e folhetins alguns dos quais se tornaram livros.