(Caxias do Sul, 19 de novembro de 1929 - Rio de Janeiro, 5 de setembro de 2002).
Foi um filósofo, professor e escritor brasileiro.
Lecionou filosofia inicialmente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sendo cassado pela ditadura militar em 1969. Residiu alguns anos na Europa, e quando retornou ao Brasil fixou-se no Rio de Janeiro, sendo professor de filosofia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Filósofo e crítico de Arte, foi professor de uma geração de filósofos do Brasil, como Leandro Konder e Ernildo Stein.
Dedicou diversos trabalhos à filosofia moderna e contemporânea, destacando-se por seus estudos sobre Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger. Apontado na História da Filosofia Contemporânea de J. Hirschberger como um dos expoentes da filosofia brasileira, é também um dos responsáveis pela recepção do pensamento de Heidegger em seu país, como vemos na biografia de Heidegger assinada por Rüdiger Safranski (2000). Outro de seus importantes interesses foi o teatro, ao qual dedicou livros (um deles, à estética de Bertolt Brecht) e artigos de jornal. Bornheim faleceu em 2002, no Rio de Janeiro.