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Lya Luft

Lya Fett Luft (Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 1938) é uma romancista, poetisa e tradutora brasileira. É também professora universitária e colunista da revista semanal Veja.
Luft já traduziu para o português mais de cem livros, entre os quais estão obras de autores consagrados, como Virginia Woolf, Rainer Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann.

Formou-se em letras anglo-germânicas e, desde os vinte anos, trabalha como tradutora de alemão e inglês. Também tem mestrados em literatura brasileira e lingüística aplicada, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Nascida em uma cidade de colonização alemã, Lya é filha do advogado e juiz Arthur Germano Fett e tinha um relacionamento melhor com o pai do que com a mãe.

Diferentemente de Lya, que gosta de ser brasileira, sua família tinha muito orgulho de suas raízes alemãs, considerando-se superior aos "brasileiros", embora tivessem chegado ao Brasil em 1825.

Tida como uma menina desobediente e contestadora, Lya, aos onze anos, já recitava poemas de Goethe e Schiller.

Aos dezenove anos, Lya Fett converteu-se ao catolicismo, espantando seus pais, ambos luteranos. Na sua juventude, já morava em Porto Alegre.

Em 1963, com vinte e um anos, casou-se com Celso Pedro Luft, um então irmão marista, dezenove anos mais velho do que ela. Eles se conheceram durante uma prova de vestibular. Ela e seu marido tiveram três filhos: Suzana (1965), André (1966) e Eduardo (1969).

Em 1985, Lya divorciou-se de seu primeiro marido para viver com o psicanalista e também escritor Hélio Pellegrino, falecido em 1988. Em 1992, Lya voltou a casar com Celso Luft, de quem ficou viúva em 1995.

No início de seu casamento com Celso, Lya começou a escrever poemas, reunidos no livro Canções de limiar (1964). Em 1972, foi publicado seu segundo livro de poemas, intitulado Flauta doce. Quatro anos mais tarde, escreveu alguns contos e mandou-os para um editor da Nova Fronteira, que os considerou "publicáveis". Em 1978, foi lançado seu primeiro livro de contos, Matéria do Cotidiano.

O mesmo editor da Nova Fronteira, Pedro Madureira, tinha aconselhado Lya a escrever romances. Daí surgiu As parceiras, publicado em 1980. A asa esquerda do anjo veio no ano posterior. Tais livros foram influenciados por uma visão de morte que a autora teve, depois de sofrer um acidente automobilístico quase fatal, em 1979.

O quarto fechado, publicado em 1984, foi lançado nos Estados Unidos da América sob o título The Island of the Dead. Em 1996, Lya lançou o premiado O Rio do meio, de ensaios, considerado a melhor obra de ficção do ano.

Em 2001, Luft recebeu o prêmio União Latina de melhor tradução técnica e científica, pela obra Lete: Arte e crítica do esquecimento, de Harald Weinrich.

Os livros de Lya Luft continuam sendo traduzidos para diversos idiomas, como alemão, inglês e italiano.

Seu estilo

«Sou fascinada pelo lado complicado. Tenho um olho alegre que vive: sou uma pessoa despachada, adoro família, adoro a natureza. Mas eu tenho um outro olho que observa o lado difícil, sombrio. A minha literatura nunca vai ser "aí casaram e foram felizes para sempre". Minha literatura sempre nasceu do conflito, da dificuldade, do isolamento.»

OBRAS:

• Canções de limiar, 1964
• Flauta doce, 1972
• Matéria do cotidiano, 1978
• As parceiras, 1980
• A asa esquerda do anjo, 1981
• Reunião de família, 1982
• O quarto fechado, 1984
• Mulher no palco, 1984
• Exílio, 1987
• O lado fatal, 1989
• O rio do meio, 1996
• Secreta mirada,1997
• O ponto cego, 1999
• Histórias do tempo, 2000
• Mar de dentro, 2000
• Perdas e ganhos, 2003
• Histórias de bruxa boa, 2004
• Pensar é transgredir, 2004
• Para não dizer adeus, 2005
• Em outras palavras, 2006
• O silêncio dos amantes, 2008

FONTE: pt.wikipedia.org/wiki/Lya_Luft