Escritor assassinado por filhinho de papai

Em 17 de fevereiro de 1927, o combativo e popular jornalista e escritor Crispim Mira foi assassinado na redação do jornal que trabalhava, em Florianópolis. Ele não tolerava os abusos do poder público e fazia questão de denunciar em seus jornais as irregularidades vigentes. Pouco antes de morrer escreveu artigos em que questionava, por exemplo, a lentidão com que a Comissão de Melhoramentos dos Portos, vinculada ao Ministério da Viação, tratava do aumento do calado do porto de Florianópolis – que, por ser limitado, obrigava as embarcações a atracarem na ilha de Ratones, na Baía Norte. Quem atirou em Crispim Mira foi Aécio Lopes, 26 anos, filho de Tito Lopes - diretor da Companhia de Melhoramentos dos Portos da Capital e duramente criticado nos editorias de Folha Nova, onde Mira trabalhava. Aécio e seus comparsas foram absolvidos, no entanto. (O poder $empre falou muito alto).