(Volpago del Montelo, 1890 - Porto Alegre, 1958).
Foi um professor, enólogo, político, escritor e cientista ítalo-brasileiro, considerado o pioneiro da Viticultura moderna no Brasil.
Filho de Pedro Gobbato e Anna Agnoletti Gobbato, formou-se em Enologia e Viticultura na Scuola di Conegliano e fez doutorado em Ciências Agrárias na Universidade de Pisa. Veio para o Brasil em 1912 a convite do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a fim de ensinar Enologia e Viticultura na Escola de Engenharia de Porto Alegre.
Ali publicou três obras fundamentais para as ciências da uva: O Manual Prático de Viticultura (1914), A Cultura da Vinha (1924) e o ABC do Viticultor Brasileiro (1945), obras que se tornaram o manual de referência para todos os produtores de uva e vinho do Brasil. No ambiente da Escola colaborou na criação e edição da revista Egatéa, que teve grande repercussão em todo o país. Como professor itinerante, visitou plantações, granjas, fazendas e cantinas do Rio Grande do Sul a Minas Gerais, dando aconselhamento técnico.
Seu grande prestígio entre os imigrantes italianos da região serrana do estado tornou fácil sua eleição em 1924 para o cargo de Intendente de Caxias do Sul, realizando uma administração conciliadora numa fase de turbulência política. De 1929 a 1938 dirigiu a Estação Experimental de Caxias do Sul e atuou como engenheiro agrônomo do Ministério da Agricultura, no Serviço de Produção Vegetal, em Porto Alegre de 1937 a 1944.
Em 1934 o rei da Itália Vitório Emanuel III nobilitou-o como Cavagliere e em 1954 o governo da república Italiana outorgou-lhe a Estrela da Solidariedade Italiana. Entre 1944 e 1947 foi titular da cátedra de Viti-Vinicultura da Escola de Agronomia e Veterinária, da então Universidade de Porto Alegre. Concorrendo em 1947 a uma vaga na Assembléia Legislativa pelo PTB, foi eleito o terceiro deputado com maior número de votos.